É consenso geral a importância histórica, social e política do Movimento Estudantil na sociedade brasileira. A UNE, criada no princípio para manter os estudantes no cabresto governista, conseguiu durante os anos alcançar sua independência de postura e pensamento político, principalmente no período da Ditadura Militar, quando foi perseguida e mantida na clandestinidade.
Hoje, temo pelo futuro do órgão máximo do movimento estudantil brasileiro, e também de órgãos menores. A face peleguista, evidente na postura de seus dirigentes que fazem vista grossa a certos abusos do governo, no que tange principalmente à denúncias de corrupção, só nos faz pensar criticamente em como se anda fazendo movimento estudantil no nosso país atualmente. Acusa-se os universitários de fúteis, que não se interessam pela política nacional. Concordo em parte. Penso que a principal causa do esvaziamento do Movimento Estudantil de hoje, se dá pelo desatrelamento ideológico do líderes estudantis em relação a "massa" dos representados.
Os líderes, em sua imensa maioria, defendem princípios ideológicos de esquerda, entendendo "esquerda" como todas as correntes de comunistas, socialistas e semelhantes que tomam conta dos centros e diretórios acadêmicos do Brasil. Nada contra essa corrente de pensamento, pois vivemos numa democracia de direito onde todos devem expressar seu pensamento, desde que dentro dos limites da lei. O que me transtorna é que além da maioria das vezes essa orientação política não ser a orientação da maioria, ela é muitas vezes, falsa e desonesta. É comum hoje o controle partidário dos centros acadêmicos por partidos de esquerda( PSOL, PSTU, PCdoB, etc.), principal causa do desatrelamento que citei.
Ora, se a função do Movimento Estudantil é a representação política dos universitários, a filiação partidária dos líderes gera um inevitável conflito de interesses. O "líder" aparelha o C.A. almejando prestígio político, além de fatalmente atender à orientação do Partido que o comanda, virando às costas ao interesse estudantil, único realmente legítimo.
É aí que chegamos mais especificamente ao caso do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga. Evitando dar nomes aos bois e salvando alguns membros que reconhecidamente agem com idôneidade, a atual gestão causou um processo lamentável de afastamento contínuo do interesses do corpo discente do Direito-UFF, causado, obviamente, pela filiação de alguns membros a determinado partido de esquerda.
De forma tácita, ajudam determinado político local a se promover. Promovem debates que não visam ouvir todas as partes, muitas vezes em temas polêmicos, e defendem posições que não se coaduna com o pensamento da maioria dos estudantes, tomando seus princípios particulares como os da maioria. Essa atitude, na minha humilde concepção, é antes de tudo, desonesta e anti-democrática.
É urgente e imprescindível uma mudança do status quo. Devemos exigir o direito à representação idônea e transparente de nossos interesses, removendo a poeira de omissão que embaça nossos olhos. É preciso uma discussão democrática sobre os rumos do Movimento Estudantil, e essa discussão pode sim ter seu embrião dentro das dependências da Faculdade de Direito da UFF. Os líderes estudantis são a nossa voz, e uma boca que fala o que a mente não pensa é hipocrisia. Como dizia Tolstói: "Se queres ser universal, começa por pintar tua aldeia". Se queremos uma mudança real, que comecemos aqui. Vamos pintar a nossa aldeia.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Peça O Interrogatorio
A arte é algo inerente ao homem. Em nenhuma outra espécie do mundo ela é encontrada, produzida. Somente o homem consegue fazer arte, ser arte. Assim também é o Direito. Este somente é encontrado nas relações entre os homens, no qual nenhum outro animal conseguiu desenvolve-lo. A arte assim como o direito surgiram no primórdio da humanidade, e juntas ajudaram no desenvolvimento do homem.
Há momentos em que a arte e o direito se tocam, se combinam, se confundem. Esse é o caso de 'O Interrogatório'. Trata-se de uma peça que recria durante 24 horas o julgamento histórico na Alemanha pós-segunda guerra mundial. A peça dura cerca de 6 horas e ao fim de cada sessão ela se repete. Em cada espetáculo há 11 pausas. O publico é livre para fotografar, conversar e até comer.
A peça retrata os julgamentos dos Nazistas acusados pelo holocausto da 2° Guerra Mundial. Ela aconteceu nessa sexta-feira, dia 25 às 18 horas e terminou nesse sábado ( dia 26) no mesmo horario. Está prevista outra apresentação nos dias 4 e 5 de dezembro. O ingresso custa somente R$1,50 e a renda será doada ao Retiro dos Artistas. Convoco a todos que se interessarem a não perderem a próxima apresentação. Com certeza o Direito em Movimento irá se fazer presente na próxima oportunidade, num contato tão próximo entre o direito e arte, que deixa a peça imperdível.
Mais informações: http://www.ointerrogatorio.blogspot.com/
SINOPSE:
O INTERROGATÓRIO
DE PETER WEISS
UMA VIGÍLIA PELA VIDA. 24 HORAS DE TEATRO. UM ESPETACULO QUE COMEÇA NO ANOITECER DE SEXTA FEIRA E TERMINA AO ANOITECER DE SABADO. UM SHABAT PELAS VITIMAS DA HUMANIDADE. UMA VIGILIA CENICA. UMA PEÇA QUE COMEÇA COM O TOQUE DO SHOFAR DA SEXTA FEIRA E SEGUE EM MOTO CONTINUO ATÉ SOAR O TOQUE DO SHOFAR AVISANDO O ESCURECER DO SABADO. UM JULGAMENTO. QUARENTA ATORES RELATAM OS ULTIMOS DIAS DO JULGAMENTO DE FRANKFURT. UMA DENUNCIA. UMA NOITE DE RESISTENCIA. DE AMOR AO TEATRO, A ARTE, A ETICA, A VIDA. UM ENCONTRO. UM TEMPO DE REFLEXÃO SOBRE OS HORRORES AOS QUAIS SOMOS PASSÍVEIS. UM TEXTO DE UM GRANDE AUTOR: PETER WEISS. TUDO ISSO ABRIGADO NUMA CASA DE CULTURA. SOB OLHAR ATENTO DA LAURA ALVIM. TUDO ISSO ABRIGADO NO TEATRO DO JARDIM BOTANICO. SOB O OLHAR ATENTO DE TOM JOBIM.
TEATRO LAURA ALVIM - RIO DE JANEIRO, DE 25 A 26 DE SETEMBRO DE 2009.
TEATRO TOM JOBIM - RIO DE JANEIRO, DE 04 A 05 DE DEZEMBRO DE 2009.
DE PETER WEISS
UMA VIGÍLIA PELA VIDA. 24 HORAS DE TEATRO. UM ESPETACULO QUE COMEÇA NO ANOITECER DE SEXTA FEIRA E TERMINA AO ANOITECER DE SABADO. UM SHABAT PELAS VITIMAS DA HUMANIDADE. UMA VIGILIA CENICA. UMA PEÇA QUE COMEÇA COM O TOQUE DO SHOFAR DA SEXTA FEIRA E SEGUE EM MOTO CONTINUO ATÉ SOAR O TOQUE DO SHOFAR AVISANDO O ESCURECER DO SABADO. UM JULGAMENTO. QUARENTA ATORES RELATAM OS ULTIMOS DIAS DO JULGAMENTO DE FRANKFURT. UMA DENUNCIA. UMA NOITE DE RESISTENCIA. DE AMOR AO TEATRO, A ARTE, A ETICA, A VIDA. UM ENCONTRO. UM TEMPO DE REFLEXÃO SOBRE OS HORRORES AOS QUAIS SOMOS PASSÍVEIS. UM TEXTO DE UM GRANDE AUTOR: PETER WEISS. TUDO ISSO ABRIGADO NUMA CASA DE CULTURA. SOB OLHAR ATENTO DA LAURA ALVIM. TUDO ISSO ABRIGADO NO TEATRO DO JARDIM BOTANICO. SOB O OLHAR ATENTO DE TOM JOBIM.
TEATRO LAURA ALVIM - RIO DE JANEIRO, DE 25 A 26 DE SETEMBRO DE 2009.
TEATRO TOM JOBIM - RIO DE JANEIRO, DE 04 A 05 DE DEZEMBRO DE 2009.
domingo, 20 de setembro de 2009
Seção de Livre Expressão Artística
Colega estudante de Direito que gosta de literatura, cinema, música, ates em geral, estamos criando um espaço, nesse blog, destinado a produção artística.
Vamos postar links, trabalhos literários, poesias, contos, crônicas fantasiosas e as demais formas de expressão escrita, sejam de autores reconhecidos, nem tão reconhecidos e nada conhecidos - como muitos de nós -; links de filmes, críticas, sugestões; sites de músicas e outras formas de expressão artística.
O Direito em Movimento declara apoio e cooperação para a realização do CUCA - Centro Universitário de Cultura em Arte - com a participação direta de alguns dos seus membros na construção do evento. Em breve, estaremos passando em sala para divulgar a data exata do acontecimento, com o artista e estudante de Direito, Paulo Beto.
De nada faz sentido, vale a ressalva, a busca por canais de expressão artísticas populares, se não contarmos com a adesão e colaboração de vocês, estudantes, sejam criando ou recriando a arte e a cultura.
Quem se interessar em publicar algo no blog pode falar conosco no perfil do orkut.
Conversaremos com alunos e professores com viés artístico mais aguçado para criarmos eventos e canais de diálogos culturais na UFF, inclusive com alunos de outros cursos.
O Direito em Movimento não tolerará nenhuma forma de discrimação ou depreciação de pessoas, minorias ou ou qualquer conteúdo que fira a dignidade humana.
"A Arte nos remete à nossa mais nobre condição humana." (Paulo Pires - membro do Direito em Movimento)
Marcadores:
Livre Expressão Artística
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
A sala do CAEV
A sala do Centro Acadêmico, em todas as faculdades, é o espaço dos estudantes. Costuma ser sempre um local para os alunos se confraternizarem, debaterem sobre a faculdade, descansar das aulas ou até mesmo passar uma tarde inteira conversando. Porém, na nossa Faculdade de Direito da UFF não há um espaço respectivo a essas descrições. Não no sentido físico, porque há uma sala, mas ela não é usada como um verdadeiro Centro Acadêmico.
Pode-se descobrir inúmeros motivos para essa deficiência, contudo vou me concentrar apenas nos mais importantes.
Um deles é a má conservação da sala. A sala encontra-se permanentemente suja e abandonada. Não há uma limpeza semanal e nem mensal da sala. Um lugar nesse estado, sujo e mal cuidado, não atrai os seus estudantes.
Outro motivo, e também muito importante, são os atrativos que a sala não oferece. Itens essencias e tradicionais em outros centros, não existem no nosso CA. Uma geladeira, microondas, televisão e até mesmo mesas, não são encontrados na sala. O que encontra-se lá são duas poltronas, confortáveis, porém sujas, e um sofá que está imundo. Além dos armários que ocupam espaços demais para a sua inutilidade. Existe ainda uma televisão, ela liga, mas não tem antena, pois a mesma foi danificada e está sem conserto até hoje.
Isso tudo resume o que o nosso Centro Acadêmico. Abandono e descaso para um lugar dos estudantes de Direito da UFF. Temos que nos mobilizar para reconstruir a sala do Centro Acadêmico, e revitalizá-la, para que ela cumpra a sua função de gerar o debate e a confraternização entre os alunos.
Pode-se descobrir inúmeros motivos para essa deficiência, contudo vou me concentrar apenas nos mais importantes.
Um deles é a má conservação da sala. A sala encontra-se permanentemente suja e abandonada. Não há uma limpeza semanal e nem mensal da sala. Um lugar nesse estado, sujo e mal cuidado, não atrai os seus estudantes.
Outro motivo, e também muito importante, são os atrativos que a sala não oferece. Itens essencias e tradicionais em outros centros, não existem no nosso CA. Uma geladeira, microondas, televisão e até mesmo mesas, não são encontrados na sala. O que encontra-se lá são duas poltronas, confortáveis, porém sujas, e um sofá que está imundo. Além dos armários que ocupam espaços demais para a sua inutilidade. Existe ainda uma televisão, ela liga, mas não tem antena, pois a mesma foi danificada e está sem conserto até hoje.
Isso tudo resume o que o nosso Centro Acadêmico. Abandono e descaso para um lugar dos estudantes de Direito da UFF. Temos que nos mobilizar para reconstruir a sala do Centro Acadêmico, e revitalizá-la, para que ela cumpra a sua função de gerar o debate e a confraternização entre os alunos.
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