terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sobre o Movimento estudantil.

É consenso geral a importância histórica, social e política do Movimento Estudantil na sociedade brasileira. A UNE, criada no princípio para manter os estudantes no cabresto governista, conseguiu durante os anos alcançar sua independência de postura e pensamento político, principalmente no período da Ditadura Militar, quando foi perseguida e mantida na clandestinidade.

Hoje, temo pelo futuro do órgão máximo do movimento estudantil brasileiro, e também de órgãos menores. A face peleguista, evidente na postura de seus dirigentes que fazem vista grossa a certos abusos do governo, no que tange principalmente à denúncias de corrupção, só nos faz pensar criticamente em como se anda fazendo movimento estudantil no nosso país atualmente. Acusa-se os universitários de fúteis, que não se interessam pela política nacional. Concordo em parte. Penso que a principal causa do esvaziamento do Movimento Estudantil de hoje, se dá pelo desatrelamento ideológico do líderes estudantis em relação a "massa" dos representados.

Os líderes, em sua imensa maioria, defendem princípios ideológicos de esquerda, entendendo "esquerda" como todas as correntes de comunistas, socialistas e semelhantes que tomam conta dos centros e diretórios acadêmicos do Brasil. Nada contra essa corrente de pensamento, pois vivemos numa democracia de direito onde todos devem expressar seu pensamento, desde que dentro dos limites da lei. O que me transtorna é que além da maioria das vezes essa orientação política não ser a orientação da maioria, ela é muitas vezes, falsa e desonesta. É comum hoje o controle partidário dos centros acadêmicos por partidos de esquerda( PSOL, PSTU, PCdoB, etc.), principal causa do desatrelamento que citei.

Ora, se a função do Movimento Estudantil é a representação política dos universitários, a filiação partidária dos líderes gera um inevitável conflito de interesses. O "líder" aparelha o C.A. almejando prestígio político, além de fatalmente atender à orientação do Partido que o comanda, virando às costas ao interesse estudantil, único realmente legítimo.

É aí que chegamos mais especificamente ao caso do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga. Evitando dar nomes aos bois e salvando alguns membros que reconhecidamente agem com idôneidade, a atual gestão causou um processo lamentável de afastamento contínuo do interesses do corpo discente do Direito-UFF, causado, obviamente, pela filiação de alguns membros a determinado partido de esquerda.

De forma tácita, ajudam determinado político local a se promover. Promovem debates que não visam ouvir todas as partes, muitas vezes em temas polêmicos, e defendem posições que não se coaduna com o pensamento da maioria dos estudantes, tomando seus princípios particulares como os da maioria. Essa atitude, na minha humilde concepção, é antes de tudo, desonesta e anti-democrática.

É urgente e imprescindível uma mudança do status quo. Devemos exigir o direito à representação idônea e transparente de nossos interesses, removendo a poeira de omissão que embaça nossos olhos. É preciso uma discussão democrática sobre os rumos do Movimento Estudantil, e essa discussão pode sim ter seu embrião dentro das dependências da Faculdade de Direito da UFF. Os líderes estudantis são a nossa voz, e uma boca que fala o que a mente não pensa é hipocrisia. Como dizia Tolstói: "Se queres ser universal, começa por pintar tua aldeia". Se queremos uma mudança real, que comecemos aqui. Vamos pintar a nossa aldeia.

sábado, 26 de setembro de 2009

Peça O Interrogatorio

A arte é algo inerente ao homem. Em nenhuma outra espécie do mundo ela é encontrada, produzida. Somente o homem consegue fazer arte, ser arte. Assim também é o Direito. Este somente é encontrado nas relações entre os homens, no qual nenhum outro animal conseguiu desenvolve-lo. A arte assim como o direito surgiram no primórdio da humanidade, e juntas ajudaram no desenvolvimento do homem.
Há momentos em que a arte e o direito se tocam, se combinam, se confundem. Esse é o caso de 'O Interrogatório'. Trata-se de uma peça que recria durante 24 horas o julgamento histórico na Alemanha pós-segunda guerra mundial. A peça dura cerca de 6 horas e ao fim de cada sessão ela se repete. Em cada espetáculo há 11 pausas. O publico é livre para fotografar, conversar e até comer.
A peça retrata os julgamentos dos Nazistas acusados pelo holocausto da 2° Guerra Mundial. Ela aconteceu nessa sexta-feira, dia 25 às 18 horas e terminou nesse sábado ( dia 26) no mesmo horario. Está prevista outra apresentação nos dias 4 e 5 de dezembro. O ingresso custa somente R$1,50 e a renda será doada ao Retiro dos Artistas. Convoco a todos que se interessarem a não perderem a próxima apresentação. Com certeza o Direito em Movimento irá se fazer presente na próxima oportunidade, num contato tão próximo entre o direito e arte, que deixa a peça imperdível.
SINOPSE:
O INTERROGATÓRIO
DE PETER WEISS
UMA VIGÍLIA PELA VIDA. 24 HORAS DE TEATRO. UM ESPETACULO QUE COMEÇA NO ANOITECER DE SEXTA FEIRA E TERMINA AO ANOITECER DE SABADO. UM SHABAT PELAS VITIMAS DA HUMANIDADE. UMA VIGILIA CENICA. UMA PEÇA QUE COMEÇA COM O TOQUE DO SHOFAR DA SEXTA FEIRA E SEGUE EM MOTO CONTINUO ATÉ SOAR O TOQUE DO SHOFAR AVISANDO O ESCURECER DO SABADO. UM JULGAMENTO. QUARENTA ATORES RELATAM OS ULTIMOS DIAS DO JULGAMENTO DE FRANKFURT. UMA DENUNCIA. UMA NOITE DE RESISTENCIA. DE AMOR AO TEATRO, A ARTE, A ETICA, A VIDA. UM ENCONTRO. UM TEMPO DE REFLEXÃO SOBRE OS HORRORES AOS QUAIS SOMOS PASSÍVEIS. UM TEXTO DE UM GRANDE AUTOR: PETER WEISS. TUDO ISSO ABRIGADO NUMA CASA DE CULTURA. SOB OLHAR ATENTO DA LAURA ALVIM. TUDO ISSO ABRIGADO NO TEATRO DO JARDIM BOTANICO. SOB O OLHAR ATENTO DE TOM JOBIM.
TEATRO LAURA ALVIM - RIO DE JANEIRO, DE 25 A 26 DE SETEMBRO DE 2009.
TEATRO TOM JOBIM - RIO DE JANEIRO, DE 04 A 05 DE DEZEMBRO DE 2009
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domingo, 20 de setembro de 2009

Seção de Livre Expressão Artística

Colega estudante de Direito que gosta de literatura, cinema, música, ates em geral, estamos criando um espaço, nesse blog, destinado a produção artística.
Vamos postar links, trabalhos literários, poesias, contos, crônicas fantasiosas e as demais formas de expressão escrita, sejam de autores reconhecidos, nem tão reconhecidos e nada conhecidos - como muitos de nós -; links de filmes, críticas, sugestões; sites de músicas e outras formas de expressão artística.
O Direito em Movimento declara apoio e cooperação para a realização do CUCA - Centro Universitário de Cultura em Arte - com a participação direta de alguns dos seus membros na construção do evento. Em breve, estaremos passando em sala para divulgar a data exata do acontecimento, com o artista e estudante de Direito, Paulo Beto.
De nada faz sentido, vale a ressalva, a busca por canais de expressão artísticas populares, se não contarmos com a adesão e colaboração de vocês, estudantes, sejam criando ou recriando a arte e a cultura.
Quem se interessar em publicar algo no blog pode falar conosco no perfil do orkut.
Conversaremos com alunos e professores com viés artístico mais aguçado para criarmos eventos e canais de diálogos culturais na UFF, inclusive com alunos de outros cursos.
O Direito em Movimento não tolerará nenhuma forma de discrimação ou depreciação de pessoas, minorias ou ou qualquer conteúdo que fira a dignidade humana.
"A Arte nos remete à nossa mais nobre condição humana." (Paulo Pires - membro do Direito em Movimento)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A sala do CAEV

A sala do Centro Acadêmico, em todas as faculdades, é o espaço dos estudantes. Costuma ser sempre um local para os alunos se confraternizarem, debaterem sobre a faculdade, descansar das aulas ou até mesmo passar uma tarde inteira conversando. Porém, na nossa Faculdade de Direito da UFF não há um espaço respectivo a essas descrições. Não no sentido físico, porque há uma sala, mas ela não é usada como um verdadeiro Centro Acadêmico.
Pode-se descobrir inúmeros motivos para essa deficiência, contudo vou me concentrar apenas nos mais importantes.
Um deles é a má conservação da sala. A sala encontra-se permanentemente suja e abandonada. Não há uma limpeza semanal e nem mensal da sala. Um lugar nesse estado, sujo e mal cuidado, não atrai os seus estudantes.
Outro motivo, e também muito importante, são os atrativos que a sala não oferece. Itens essencias e tradicionais em outros centros, não existem no nosso CA. Uma geladeira, microondas, televisão e até mesmo mesas, não são encontrados na sala. O que encontra-se lá são duas poltronas, confortáveis, porém sujas, e um sofá que está imundo. Além dos armários que ocupam espaços demais para a sua inutilidade. Existe ainda uma televisão, ela liga, mas não tem antena, pois a mesma foi danificada e está sem conserto até hoje.
Isso tudo resume o que o nosso Centro Acadêmico. Abandono e descaso para um lugar dos estudantes de Direito da UFF. Temos que nos mobilizar para reconstruir a sala do Centro Acadêmico, e revitalizá-la, para que ela cumpra a sua função de gerar o debate e a confraternização entre os alunos.