segunda-feira, 26 de outubro de 2009

REUNIÃO

Nessa Quinta-feira, dia 29/10, por volta das 19 horas, em frente ao Salão Nobre, acontecerá uma reunião do Direito em Movimento para todos que queiram conhecer melhor esse movimento, essa nova alternativa para a faculdade.

Será uma apresentação sem muita formalidade, já que o Direito em Movimento são vocês, alunos da nossa querida faculdade. Quem quiser contribuir, trazer ideias e projetos, será muito bem vindo! Ajude-nos a construir uma faculdade a cada vez melhor. Ajude-nos a movimenta-la!

REUNIÃO- Quinta feira!
29/10 por volta das 19 horas
Em frente ao Salão Nobre.
Chama seus amigos e colegas, compareça!

Abraços a todos e até quinta !

sábado, 24 de outubro de 2009

A verdade sobre a Xerox

Começaremos a postar aqui algumas verdades que não serão nada convenientes a muito setores de nossa faculdade, notadamente setores estudantis e não só os membros partidários dessa gestão do CAEV.

E primeiro lugar vamos abordar a questão de xerox. O preço abusivo, desproporcional a progerio da xerox no nosso campus encontrou um bom parceiro na omissão dos nossos representantes do Centro Acadêmico, gestão Direito ao Avesso, penso que está na hora de ir a fundo nas questões, inclusive com a citação dos responsáveis. Pena não haver ação direta de inconstitucionalidade por omissão na instância da representatividade estudantil.

A questão desse preço abusivo e desproporcional, incompatível até mesmo com a permanência dos estudantes no nosso curso, dada a alta quantidade de xerox que devemos tirar. Só um lembrete a ampliação da assistência estudantil, no sentido de evitar a evasão escolar, é bandeira dos nossos representantes da gestão Direito ao Avesso. Bandeira digna, mas teoria sem prática é letra morta.

Quem levantou o debate acerca de tal situação foi o estudante Thiago José, com a participação do nosso valoroso colega Leandro "Biro Biro", ambos então no segundo período, semestre passado. Com a colocação de cartazes nas salas de aula e busca de apoio dos membros do CAEV. Alguém de vocês acham que o CAEV se engajou nessa luta, fora atividade esparças, desarticuladas e ineficientes ? Hoje, esse dois alunos horam o Direito Em Movimento, engrossando as suas fileiras, por entenderem a seriedade, sinceridade e empenho do Movimento em mudar os rumos do nosso centro acadêmico, voltados também para aspectos externos, mas atentos às necessidades da instituição em si.

O Direito Em Movimento foi o primeiro coletivo surgido no seio da faculdade como alternativa ao atual CAEV. E surgiu plural e amplo com assento a quem quisesse dele fazer parte. É estranho outro movimento surgir depois com as mesmas características.

Pedimos que você, estudante, crítico como é, abra os olhos e saiba avaliar quem realmente deseja o melhor para a nossa faculdade, C.A., Universidade, comunidade, sociedade e nação.

Veja quem estar empenhado nas melhorias e quem estar fazendo movimento nesse sentido.

Sem mais para o momento, continuaremos a denunciar mais abusos e desmandos, assim como ... qualquer outra tentativa de nos enganar, como estudantes de Direito.

Saudações a todos,

Direito Em Movimento - Movimentando-se com você e para você.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

estágios: FUNARJ/PGE

A Fundação Anita Mantuano de Artes do Estado do Rio de Janeiro - Funarj - oferece vagas de estágio.

  • Vagas: 02 (duas) vagas de estágio. Não há período mínimo;
  • Remuneração: Bolsa-auxílio no valor de R$ 500 + Vale transporte em tarifa modal (R$ 96), via RioCard + auxílio refeição em pecúnia (R$ 154, oo ao mês);
  • Processo seletivo: Realização de provas objetivas, com consulta à lei, e discursiva, com consulta livre à doutrina e/ou uma redação. O candidato deverá comprovar CR mínimo de 07 (sete);
  • Maiores informações: Pelos telefones: 2332-5055 ou 2332-5059. Falar com o Doutor Márcio André, assessor-Chefe da assessoria Jurídica da Funarj.

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Procuradoria Geral do estado do Rio de Janeiro (PGE - RJ)
19º Exame de Seleção para Estagiários
  • Período: 14.10.09 à 04.11.09;
  • Horário: 11 às 17 horas;
  • Público: Alunos de Direito do 5º ao 9º Períodos. Cotas para afrodescentes e deficientes.
  • Local: PGE/Centro de Estudos Jurídicos (Cejur)
  • Endereço: Rua Dom Manuel, 25, sala 19, Centro - Rio de Janeiro - RJ
  • Maiores informações: http://www.pge.rj.gov.br/

O Direito Em Movimento está de olho no melhor para você!!!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Pintando nossa aldeia

Muito se discute sobre o caráter representativo do Centro acadêmico perante a sociedade, entendendo que este é o órgão legítimo para a representação dos corpo discente em relação às inúmeras questões sociais, culturais, e obviamente, políticas. Essa atribuição, que diga-se de passagem, é uma função histórica do movimento estudantil na sociedade brasileira, é imprescindível e jamais deve ser posta de lado.

No entanto, hoje temos um cenário de abandono da nossa faculdade, seja em relação à gestão de verbas, à estrutura física, a questões pontuais como o preço abusivo da xérox, além da polêmica discussão em torno na reforma curricular, fato delicadíssimo e que requer um debate evoluído, embasado e também minucioso pelos estudantes, pois essa reforma certamente será um divisor de águas na faculdade de direito, para o bem ou para o mal.

É preciso que nos prendamos às questões internas da faculdade. Sendo franco, pouco importa para a maior parcela do corpo discente as posições do C.A. em relação ao racismo, às políticas sociais, à reforma agrária ou até mesmo em relação a corrupção administrativa por parte de senadores e deputados, se questões do cotidiano acadêmico, por vezes banais, não são solucionadas. Para que me serve um C.A. que luta por justiça social, se esse mesmo C.A. mal consegue organizar uma visita ao T.J.? É como um cozinheiro que não sabe fazer arroz tentando fazer uma moqueca. O externo está sempre se sobrepondo ao interno, quando problemas urgentes de ordem interna na faculdade clamam por uma maior atenção. O macro subjugando o micro, quando a relação mais satisfatória seria a oposta.

Se queremos uma mudança a nível de Brasil, com o fomento à justiça social, à democracia e ao desenvolvimento, devemos mudar o que está à nossa volta. Boa parte dos problemas vividos pela UFF se repete em outras instituições, fazendo parte de uma crise complexa, somente resolvida de forma descentralizada. Se queremos um ensino melhor, uma estrutura melhor, não temos que esperar, por exemplo, que a UNE tome uma postura, mas exigir que na nossa faculdade as coisas mudem, servindo de exemplo às outras faculdades, para que conseqüentemente instituições de nível estadual e nacional tomem também atitudes para uma mudança de paradigma, seja em relação ao que for.

Um basta à passividade e ao paternalismo, típicos do Brasil, quando esperamos a ação dos nossos representantes, ao invés de estarmos pressionando-os para que venham a agir. Devemos mudar o que está ao nosso alcance: a Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, para depois pensarmos na cidade, no estado, no país e até no mundo. É demagogia reclamar que minha rua está suja quando meu quintal chafurda na imundície.

É o mesmo raciocínio estúpido que faz as pessoas se preocuparem mais com a conduta do presidente do que com a do vereador. Muitas vezes não sabemos nem quais são os vereadores da nossa cidade, mas sabemos de cor o nome dos nossos deputados federais, tão importantes, mas também tão distantes. Seria mais inteligente fiscalizar nossos representantes municipais, que até por uma questão lógica, mais tarde se tornarão, alguns, deputados e senadores, entendendo claro que uma fiscalização do legislativo federal por parte dos eleitores é também impreterível. Se os habituo à constante fiscalização quando vereadores, estes estarão muito mais preparados e conscientes das nossas exigências quando alcançarem cargos institucionalmente superiores. Minha cidade é tão ou mais importante quanto o meu país.

Resumidamente, creio que seja da vontade dos nossos colegas de faculdade uma preocupação maior quanto aos nossos problemas internos, que diga-se de passagem, são também complexos. Nada de nos prendermos à ideologia de que vamos mudar o mundo sem antes mudarmos nosso meio, nossa casa, nossa rua, nosso bairro, nossa escola ou faculdade. Essa é minha bandeira, que creio ser a bandeira dos alunos e do nosso movimento, pluralista e atento ao que de fato anseia nossos colegas de faculdade e futuros colegas de profissão.

Abraços a todos!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Argentina Hoy


Está em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB, a exposição Argentina Hoy, que mostra um pouco da arte contemporânea dos nossos vizinhos hermanos. Costuma-se, infelizmente, dar muito mais valor as obras européias ou estadunidenses. Tanto aqui, quanto nos outros países da América Latina, pouco se divulga as obras artísticas dos países vizinhos. Preocupam-se muito mais em saber as tendências dos países 'centrais'.

Todavia, o CCBB traz essa oportunidade única, uma aproximação da arte contemporânea argentina. Com obras de artistas já consagrados e outros expoentes que estão surgindo no nosso vizinho. O Direito em Movimento, intimamente ligado com a arte e a cultura, recomenda essa exposição que vai até o dia 22 de Novembro!! Não perca!!






A exposição Argentina Hoy apresenta um panorama abrangente da arte contemporânea do país. Por meio do olhar de 33 artistas, reunindo diferentes linguagens - pintura, escultura, vídeo e fotografia - a exposição aborda a presença da cidade no olhar dos artistas, em um universo cheio de magia e referência à história da arte, muito presente na Argentina através da representação figurativa.
Argentina Hoy tem curadoria binacional: o brasileiro Franklin Espath Pedroso, participante da seleção de galerias da ArteBA, Feira de Buenos Aires e a argentina Adriana Rosenberg, diretora da Fundação Proa em Buenos Aires, responsável pela participação argentina em bienais de Veneza, São Paulo e MERCOSUL.



De 15 de Setembro a 22 de novembro - De terça a quinta-feira, das 10h às 21h CCBB 2º andar, Hall da Rua 1º de Março e Foyer
Classificação: Livre Entrada franca





segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Reunião do Direito Em Movimento

Terça-feira, dia 13/10, os membros do Direito Em Movimento se reunirão para debater assuntos relacionados à faculdade, universidade, eventos acadêmicos, sociedade e ao próprio movimento.

O local será o prédio principal da faculdade de Direito, no segundo andar. Não sabemos se usaremos uma sala ou um daqueles banquinhos de marmóre, o que ampliaria a publicidade do ato. Isso não é problema, iremos nos encontrar às 15 horas no pátio do campus.

A pauta da reunião será (especificamente):

1 - Apresentação.

Para nossa felicidade o movimento foi muito ampliado, esperamos contar com a presença de alunos de vários períodos e dois turnos. Por isso a rodada de apresentação é fundamental para que todos os membros, ou que ainda assim não se consideram, se conheçam;


2 - Informes

Espaço quem desejar falar de algum projeto que esteja desenvolvendo, alguma atividade, propor que o movimento realize determinada intervenção etc;

3 - Avaliação das atividades do Direito em Movimento, tanto as que estão sendo maturadas, quanto as já exequidas;

4 - Elaboração de conteúdo programático do que o Movimento anseia e se propõe a realizar para a faculdade.

As linhas-mestras já foram traçadas quando do pacto de sua fundação, como autonomia, independência, plural amplo e tolerante, capaz de abrigar as mais diversas vertentes, porém defensor intransigente dos direitos historicamente reconhecidos como fundamentais à pessoa humana, portanto abomina qualquer tipo de discriminação e perseguição a quem quer que seja. A democracia é um valor absoluto para nós. Impera, no entanto, a formatação de um programa de caráter específico, claro do que o Direito Em Movimento defende, isso só poderá ser fruto de muito debate;

5 - Debate sobre o processo eleitoral do CAEV.

Ante o quadro conjuntural que se apresenta na faculdade com a completa derrocada da atual gestão do CAEV em decorrência de atitudes anti-democráticas de membros ligados ao PSol e da proximidade, estatututária, do pleito eleitoral, não nos furtaremos desse debate.

O Direito Em Movimento pretende ser de todos os estudantes. Convidamos os que já se consideram membros, como o indivíduo que ora escreve essa postagem, e todos os mais estudantes. Todos serão bem-vindos, terão assento e voz e suas considerações respeitadas.


Até amanhã.

domingo, 11 de outubro de 2009

Políticas Públicas para a Questão Criminal


Aos interessados no estudo e debate acerca de segurança pública, a Universidade Federal do Riode Janeiro (UFRJ), através do Núcleo de Estudo de Políticas Públicas em Direitos Humanos, promoverá curso de extenção sobre o tema.

O título do projeto será: Políticas públicas para a questão criminal;
Duração: 30 horas;
Período: de 13 de outubro à 12 de novembro de 2009;
Aulas: Terças e Quintas-feiras (cada encontro abordará um tema);
Horário: 15:30 às 18:00 horas;
Inscrição está sendo efetuada pelo e-mail: contato@nepp-dh.ufrj.br;
Atenção: serão ofertadas somente 60 vagas, portanto, quem estiver interessado, deve exequir de pronto sua inscrição.

Maiores informações pelo e-mail acima ou pelo telefone: (21) 3873-5180.

O Direito em Movimento tem interesse pelos assuntos, problemas e mazelas sociais, a fim de encontrar possíveis soluções p/ essas questões.

domingo, 4 de outubro de 2009

Visita à OAB

Diversamente do que ocorreu com o Juris Tour, quando os responsáveis pela organização do evento não apareceram, deixando os calouros "a ver navios"; a visita guiada à OAB, conforme acordada com a instituição e devidamente divulgada entre os acadêmicos da faculdade de Direito, foi fielmente honrada pelo Direito em Movimento.

Sob pena de incorrer em injustiça, devemos fazer aqui uma consideração. Não podemos culpar todos os membros do CAEV pela ocorrido no Juris Tour. O evento não aconteceu, porque o Reis(membro da atual do centro acadêmico) responsável não só pela iniciativa do evento como por toda sua logística - as duas últimas visitas ao TJ, só acontecerem graças ao seu esforço pessoal com o auxílio de alunos que sequer são do CAEV, como é o caso do Thiago José - por motivos profissionais (estágio) não pode conduzir o grupo, delegando essa tarefa a outros representantes do CAEV. Penso que a esses, sim, devem ser imputada a responsabilidade do ocorrido. O que enseja outras reflexões mais profundas, a que daremos a devida atenção em outra oportunidade.

A visita guiada consiste em um projeto novo implantado na Ordem para receber discentes de Direitos, a fim de que conheçam mais a história da instituição e seu funcionamento. No nosso entender, louvável iniciativa, totalmente gratuita e com emissão de certificados, constando horas complementares.

A visita foi um grande evento, uma grande oportunidade e um momento de confraternização entre os alunos. O Direito passou em diversos períodos, nos dois turnos (manhã e noite), com o compromisso de contemplar o maior número de alunos possível.

Participaram da atividade 37 alunos dos mais variados períodos e dos dois turnos. O ponto de encontro foi o pátio da nossa faculdade, de onde todos seguiram para as barcas no sentindo do prédio da OAB/RJ, localizado na Av. Marechal Câmara, no Centro da cidade do Rio de Janeiro. Infelizmente não foi possível garantir ônibus da universidade, a reitoria argumentou que ambos estavam em viajem.

A visita consiste precipuamente na exibição de um vídeo com duração de dez minutos, relatando a história da OAB e a importância da sua atividade política na trajetória do nosso país, notadamente na luta contra o regime força implantado em 1964 e que perdurou até 1984.

Após a apresentação do vídeo, a mesa foi formada por 3 advogados, 2 da Comissão OAB Jovem e o presidente da Comissão de Estágio e Exame da Ordem, Dr. Renan Aguiar. Ambos falaram um pouco das atividades que exercem, com maior destaque para o último dado a importância do objeto de sua pasta. Ganhou expressão também na exposição a importância do envolvimento dos alunos nos espaços acadêmicos e políticos da faculdade, especialmente nos colegiados representativos dos estudantes.

O acadêmico Paulo Pires, membro do Direito em Movimento, destacou que essa deveria ser a postura e é a verdadeira postura dos alunos da faculdade de Direito da UFF e da própria UFF. Atitude de diálogo com a sociedade civil e com as instituções da sociedade civil organizadas (independentemente de concordância ou não com o pensamento hegemônico expresso por essas estâncias organizadas do meio social, isso é democracia), vez que a faculdade/universidade não está apartada do mundo, da cidade, do estado, do país, da política e, enfim, da referida sociedade, sob pena de, se assim não for, transformar o Direito UFF em gueto - a despeito do grupo político que "cartorizou" o CAEV com o fito de garantir seus interesses políticos (na maior parte das vezes, partidários) com atitudes contumaz truculentas e fechados em si mesmo, sem capacidade de diálogo, devido aos seus dogmas ideológicos, com os alunos e ainda menos com a sociedade.

Além desse intervenção, houve muitas questões levantadas pelos alunos da UFF, com ênfase em como se inserir nas atividades da Ordem e na OAB Jovem. Outra aluna que levantou questões relevantes foi a Mariana, do segundo período manhã, acerca da legalidade do exame da Ordem.

Foi um momento de confraternização entre os alunos, de ganho de conhecimento, de diversão e um grande avanço no sentido de ampliar os canais de diálogo com a sociedade, superando o entrave imposto pelo grupo político que há bastabte tempo está à frente do nosso centro acadêmico.

Os estudantes de Direito da UFF querem dialogar com todas as frentes da sociedade, sabendo que isso não significa necessariamente aparelhamento ou alinhamentos com suas posturas. O debate é construído dessa maneira e somente assim a democracia pode ser maturada.

Para o Direito em Movimento foi um grande prazer contar com a presença de todos vocês nesse evento tão rico de possibilidades.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sobre o Movimento estudantil.

É consenso geral a importância histórica, social e política do Movimento Estudantil na sociedade brasileira. A UNE, criada no princípio para manter os estudantes no cabresto governista, conseguiu durante os anos alcançar sua independência de postura e pensamento político, principalmente no período da Ditadura Militar, quando foi perseguida e mantida na clandestinidade.

Hoje, temo pelo futuro do órgão máximo do movimento estudantil brasileiro, e também de órgãos menores. A face peleguista, evidente na postura de seus dirigentes que fazem vista grossa a certos abusos do governo, no que tange principalmente à denúncias de corrupção, só nos faz pensar criticamente em como se anda fazendo movimento estudantil no nosso país atualmente. Acusa-se os universitários de fúteis, que não se interessam pela política nacional. Concordo em parte. Penso que a principal causa do esvaziamento do Movimento Estudantil de hoje, se dá pelo desatrelamento ideológico do líderes estudantis em relação a "massa" dos representados.

Os líderes, em sua imensa maioria, defendem princípios ideológicos de esquerda, entendendo "esquerda" como todas as correntes de comunistas, socialistas e semelhantes que tomam conta dos centros e diretórios acadêmicos do Brasil. Nada contra essa corrente de pensamento, pois vivemos numa democracia de direito onde todos devem expressar seu pensamento, desde que dentro dos limites da lei. O que me transtorna é que além da maioria das vezes essa orientação política não ser a orientação da maioria, ela é muitas vezes, falsa e desonesta. É comum hoje o controle partidário dos centros acadêmicos por partidos de esquerda( PSOL, PSTU, PCdoB, etc.), principal causa do desatrelamento que citei.

Ora, se a função do Movimento Estudantil é a representação política dos universitários, a filiação partidária dos líderes gera um inevitável conflito de interesses. O "líder" aparelha o C.A. almejando prestígio político, além de fatalmente atender à orientação do Partido que o comanda, virando às costas ao interesse estudantil, único realmente legítimo.

É aí que chegamos mais especificamente ao caso do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga. Evitando dar nomes aos bois e salvando alguns membros que reconhecidamente agem com idôneidade, a atual gestão causou um processo lamentável de afastamento contínuo do interesses do corpo discente do Direito-UFF, causado, obviamente, pela filiação de alguns membros a determinado partido de esquerda.

De forma tácita, ajudam determinado político local a se promover. Promovem debates que não visam ouvir todas as partes, muitas vezes em temas polêmicos, e defendem posições que não se coaduna com o pensamento da maioria dos estudantes, tomando seus princípios particulares como os da maioria. Essa atitude, na minha humilde concepção, é antes de tudo, desonesta e anti-democrática.

É urgente e imprescindível uma mudança do status quo. Devemos exigir o direito à representação idônea e transparente de nossos interesses, removendo a poeira de omissão que embaça nossos olhos. É preciso uma discussão democrática sobre os rumos do Movimento Estudantil, e essa discussão pode sim ter seu embrião dentro das dependências da Faculdade de Direito da UFF. Os líderes estudantis são a nossa voz, e uma boca que fala o que a mente não pensa é hipocrisia. Como dizia Tolstói: "Se queres ser universal, começa por pintar tua aldeia". Se queremos uma mudança real, que comecemos aqui. Vamos pintar a nossa aldeia.

sábado, 26 de setembro de 2009

Peça O Interrogatorio

A arte é algo inerente ao homem. Em nenhuma outra espécie do mundo ela é encontrada, produzida. Somente o homem consegue fazer arte, ser arte. Assim também é o Direito. Este somente é encontrado nas relações entre os homens, no qual nenhum outro animal conseguiu desenvolve-lo. A arte assim como o direito surgiram no primórdio da humanidade, e juntas ajudaram no desenvolvimento do homem.
Há momentos em que a arte e o direito se tocam, se combinam, se confundem. Esse é o caso de 'O Interrogatório'. Trata-se de uma peça que recria durante 24 horas o julgamento histórico na Alemanha pós-segunda guerra mundial. A peça dura cerca de 6 horas e ao fim de cada sessão ela se repete. Em cada espetáculo há 11 pausas. O publico é livre para fotografar, conversar e até comer.
A peça retrata os julgamentos dos Nazistas acusados pelo holocausto da 2° Guerra Mundial. Ela aconteceu nessa sexta-feira, dia 25 às 18 horas e terminou nesse sábado ( dia 26) no mesmo horario. Está prevista outra apresentação nos dias 4 e 5 de dezembro. O ingresso custa somente R$1,50 e a renda será doada ao Retiro dos Artistas. Convoco a todos que se interessarem a não perderem a próxima apresentação. Com certeza o Direito em Movimento irá se fazer presente na próxima oportunidade, num contato tão próximo entre o direito e arte, que deixa a peça imperdível.
SINOPSE:
O INTERROGATÓRIO
DE PETER WEISS
UMA VIGÍLIA PELA VIDA. 24 HORAS DE TEATRO. UM ESPETACULO QUE COMEÇA NO ANOITECER DE SEXTA FEIRA E TERMINA AO ANOITECER DE SABADO. UM SHABAT PELAS VITIMAS DA HUMANIDADE. UMA VIGILIA CENICA. UMA PEÇA QUE COMEÇA COM O TOQUE DO SHOFAR DA SEXTA FEIRA E SEGUE EM MOTO CONTINUO ATÉ SOAR O TOQUE DO SHOFAR AVISANDO O ESCURECER DO SABADO. UM JULGAMENTO. QUARENTA ATORES RELATAM OS ULTIMOS DIAS DO JULGAMENTO DE FRANKFURT. UMA DENUNCIA. UMA NOITE DE RESISTENCIA. DE AMOR AO TEATRO, A ARTE, A ETICA, A VIDA. UM ENCONTRO. UM TEMPO DE REFLEXÃO SOBRE OS HORRORES AOS QUAIS SOMOS PASSÍVEIS. UM TEXTO DE UM GRANDE AUTOR: PETER WEISS. TUDO ISSO ABRIGADO NUMA CASA DE CULTURA. SOB OLHAR ATENTO DA LAURA ALVIM. TUDO ISSO ABRIGADO NO TEATRO DO JARDIM BOTANICO. SOB O OLHAR ATENTO DE TOM JOBIM.
TEATRO LAURA ALVIM - RIO DE JANEIRO, DE 25 A 26 DE SETEMBRO DE 2009.
TEATRO TOM JOBIM - RIO DE JANEIRO, DE 04 A 05 DE DEZEMBRO DE 2009
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domingo, 20 de setembro de 2009

Seção de Livre Expressão Artística

Colega estudante de Direito que gosta de literatura, cinema, música, ates em geral, estamos criando um espaço, nesse blog, destinado a produção artística.
Vamos postar links, trabalhos literários, poesias, contos, crônicas fantasiosas e as demais formas de expressão escrita, sejam de autores reconhecidos, nem tão reconhecidos e nada conhecidos - como muitos de nós -; links de filmes, críticas, sugestões; sites de músicas e outras formas de expressão artística.
O Direito em Movimento declara apoio e cooperação para a realização do CUCA - Centro Universitário de Cultura em Arte - com a participação direta de alguns dos seus membros na construção do evento. Em breve, estaremos passando em sala para divulgar a data exata do acontecimento, com o artista e estudante de Direito, Paulo Beto.
De nada faz sentido, vale a ressalva, a busca por canais de expressão artísticas populares, se não contarmos com a adesão e colaboração de vocês, estudantes, sejam criando ou recriando a arte e a cultura.
Quem se interessar em publicar algo no blog pode falar conosco no perfil do orkut.
Conversaremos com alunos e professores com viés artístico mais aguçado para criarmos eventos e canais de diálogos culturais na UFF, inclusive com alunos de outros cursos.
O Direito em Movimento não tolerará nenhuma forma de discrimação ou depreciação de pessoas, minorias ou ou qualquer conteúdo que fira a dignidade humana.
"A Arte nos remete à nossa mais nobre condição humana." (Paulo Pires - membro do Direito em Movimento)

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A sala do CAEV

A sala do Centro Acadêmico, em todas as faculdades, é o espaço dos estudantes. Costuma ser sempre um local para os alunos se confraternizarem, debaterem sobre a faculdade, descansar das aulas ou até mesmo passar uma tarde inteira conversando. Porém, na nossa Faculdade de Direito da UFF não há um espaço respectivo a essas descrições. Não no sentido físico, porque há uma sala, mas ela não é usada como um verdadeiro Centro Acadêmico.
Pode-se descobrir inúmeros motivos para essa deficiência, contudo vou me concentrar apenas nos mais importantes.
Um deles é a má conservação da sala. A sala encontra-se permanentemente suja e abandonada. Não há uma limpeza semanal e nem mensal da sala. Um lugar nesse estado, sujo e mal cuidado, não atrai os seus estudantes.
Outro motivo, e também muito importante, são os atrativos que a sala não oferece. Itens essencias e tradicionais em outros centros, não existem no nosso CA. Uma geladeira, microondas, televisão e até mesmo mesas, não são encontrados na sala. O que encontra-se lá são duas poltronas, confortáveis, porém sujas, e um sofá que está imundo. Além dos armários que ocupam espaços demais para a sua inutilidade. Existe ainda uma televisão, ela liga, mas não tem antena, pois a mesma foi danificada e está sem conserto até hoje.
Isso tudo resume o que o nosso Centro Acadêmico. Abandono e descaso para um lugar dos estudantes de Direito da UFF. Temos que nos mobilizar para reconstruir a sala do Centro Acadêmico, e revitalizá-la, para que ela cumpra a sua função de gerar o debate e a confraternização entre os alunos.

sábado, 29 de agosto de 2009

Cenas para os próximos capítulos

Na última quarta-feira, 26/8, pouco mais de uma semana do início das aulas do semestre letivo 2009.2, ocorreu uma assembléia geral dos alunos do curso de Direito UFF.
Na pauta, previsão de vários assuntos:
I - posicionamento de Gabriel Barbosa, diretor do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga, entrevistado pelo O Globo em relação ao trote, antes de consultar o colegiado e saber de seu posicionamento;
II - a essência do próprio trote, se permanece no atual formato ou se deve ser mudado;
III - posição dos alunos de Direito, quanto as matérias vinculadas nos principais jornais do estado;
O primeiro ponto foi o mais controverso. A maioria dos alunos criticaram de forma irracível as declarações dadas pelo Diretor do Centro Acadêmico ao jornal O Globo, Gabriel Barbosa, que argumentou que o jornal distorceu o que ele havia falado. quando indagado, no entanto, em qual ponto houve distorção, após a leitura das referidas declarações, Gabriel não respondeu. Foi um momento tenso esse ponto de pauta, inclusive com a intervenção de dois membros do DCE (mais pareceu tropa de choque, deslocada para fazer a defesa do diretor), no fórum máximo de deliberação soberana dos estudantes de Direito. "Não cheirou bem".
Um dos membros do DCE estava com uma bolsa que o ligava diretamente a um partido político - até aí nenhum problema, cada um tem liberdade para se filiar a qualquer vertente ideológica, salvaguardadas as devidas proporções, e expressar suas convicções políticas - a grande questão é que sabemos que o diretor do CAEV em questão , Gabriel Barbosa , guarda íntima ligação com esse partido. Sem mencionar o "clack" que foi trazido também para bater palmas e vaiar nos devidos momentos.
Ficou decido que Gabriel encaminharia uma errata ao jornal O Globo, a ser publicada em tal veículo argumentando suas que tais declarações foram distorcidas e explicando o que de fato ele desejou dizer.
Quanto ao segundo ponto, foi decido pela maioria, com certas abstenções, que o atual modelo de trote seria mantido, com o expurgo da brincadeira que causou tamanha celeuma no interior da faculdade. Entendido que o trote é um momento de integração importantes entre os alunos que acabam de ingressar na faculdade e os veteranos. Foi decidido também que na comissão de trote deverão constar, pelo menos, um membro do CAEV e outro da Associação Atlética (AAACG).
Por fim, em relação ao terceiro ponto, foi deliberada uma nota dos estudantes de Direito da UFF a ser encaminhada aos jornais, explicitando que os alunos repudiam qualquer brincadeira ou qualquer outra forma de expressão opressiva contra as minorias e que tal modelo de trote existe na faculdade há um tempo considerável e que, no entanto, nunca houve qualquer denúncia formal ou informal de calouros que tenham se sentido constrangidos ou humilhados. Em relação ao caso dessa possível garota que tenha sentido-se constrangida com uma dada brincadeira do trote, os alunos decidiram somente se posicionar após a conclusão dos trabalhos de uma comissão de sindicância nomeada especificamente para apuração dos fatos. Demonstraram profundo bom senso com essa posição, posição de verdadeiros alunos de Direito que são.
O Direito em Movimento considera as decisões tomadas na assembléia geral, com algumas divergências pontuais entre seus membros sobre determinados pontos, adequadas e em consonância com um curso de Direito do porte e da tradição como o da UFF.
De mais à mais, só nos resta e esperar, averiguar e fiscalizar a execução de tais deliberações.
Até logo.

sábado, 22 de agosto de 2009

Trote do Terror ?

Recentemente o jornal O Globo tem dedicado muito a sua atenção para os acontecimentos dentro da Faculdade de Direito. Essa semana, recebemos nossos calouros com o tradicional trote. Que acontece em praticamente todos as faculdades do Brasil. Primeiramente, o Senhor Ancelmo, colunista do jornal e muito respeitado, divulgou em sua coluna na sexta-feira uma noticia mentirosa sobre o trote na faculdade de direito. Dizendo que havia uma divisão entre as calouras: As barangas e as bonitas. Sendo que as primeiras tinham que buscar dinheiro nas ruas, enquanto as segundas respondiam questões relacionadas ao sexo.

Primeiramente, essa divisão nunca existiu. E em segundo lugar, nunca houve esse tipo de constrangimentos com os calouros por parte dos seus veteranos. Brincadeiras existem, mas sempre saudáveis e nunca denegrindo quem participa. Não há nenhuma obrigação para participar do trote. Participa quem gosta de brincar, quem gosta de interagir, conhecer pessoas novas, enfim, participa quem quer. Ninguém nunca é obrigado a participar das brincadeiras. Ninguém sofre qualquer tipo de coação para continuar. Pode sair quando quiser. Na quarta feira, o dia em que o senhor Ancelmo retratou, aconteceu uma gincana na quadra e após isso, os calouros foram pintados para arrecadar dinheiro. Ver jovens pintados nas ruas é uma tradição especialmente nesse época, quando muitos jovens estão ingressando na vida academica. E ainda mais normal ainda em Niteroi, pelo grande numeros de universitários devido a Universidade Federal Fluminense.

Não ainda satisfeitos, o jornal O Globo reservou mais um espaço, nesse sábado para os estudantes da Faculdade de Direito da UFF. Agora falando sobre uma brincadeira envolvendo uma caloura e veteranos no qual ela seria coagida a fazer sexo oral. Mais uma vez o jornal cita a divisão de calouras bonitas e 'barangas', o que como já foi esclarecido, nunca aconteceu. A caloura que se diz abalada emocionalmente não registrou queixa temendo passar por mais retaliações. Ora, como já foi dito, ninguém nunca é obrigado a participar da brincadeira. Nunca os objetivos das brincadeiras são para ofender o participante. Há toda uma estrutura formada para deixar os calouros satisfeitos e evitar abusos, que raramente existem.

O jornal porém esquece (quase sempre) de citar as boas ações. Os calouros nessa semana levaram alimentos, agasalhos, brinquedos e livros para o trote solidário. Todas as doações serão entregue na proxima semana para uma creche no Morro do Palácio, vizinha da faculdade. Essa creche sempre contou com o apoio do trote solidário e dos alunos da UFF.

Abaixo, um relato de um estudante da Faculdade de Direito sobre a matéria:

"Não sei o que é pior: quem redige a notícia ou quem acredita nela.

Não participei da brincadeira, mas pelo que sei esta já é tradicional no curso do direito. E é o que nome diz: uma brincadeira. E assim ela foi encarada por todas as calouras em todos os semestres desde quando ela foi criada, e nunca houve problema. A idéia da brincadeira é sujar as calouras de farinha. As propostas indecentes obviamente não são sérias... nenhum veterano iria submeter os calouros a tal humilhação. As outras calouras que também passaram pela brincadeira podem confirmar. E basta a pessoa ter um pouco de inteligência para perceber isso. Ninguém no trote é obrigado a fazer o que não quer.

Não sei o que se passou no local da brincadeira, o que os veteranos presentes falaram e tal, mas suponho que a caloura não tenha entendido o espírito da brincadeira e a tenha levado a sério. Lamentavelmente ela foi infeliz ao procurar a imprensa em primeiro lugar, que como sabemos, adora aumentar e inventar. Ela poderia antes ter comunicado o ocorrido a alguém da comissão de trote ou à coordenação do curso, que certamente procurariam tomar conhecimento do ocorrido e tomar as medidas cabíveis.

É como eu disse: como não participei da brincadeira fica difícil opinar, mas creio que isso tudo não passa de um mal entendido por parte da caloura e de mais uma oportunidade para a imprensa fazer alarde. O que acho lamentável é que essa mesma imprensa certamente não estará lá para noticiar o nosso trote solidário. Arrecadamos mais de 50 kg de alimentos, além de brinquedos, livros e agasalhos, que serão levados pessoalmente a uma instituição carente do morro do palácio. Isso ninguém comenta, afinal o que vende jornal é polêmica, e não solidariedade. "



segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Muito bem-vindos, Calouros!!!

O Direito em Movimento cumprimenta os mais novos alunos do melhor curso de Direito do Estado do Rio de Janeiro, segundo o último exame da Ordem dos Advogados do Brasil/RJ.

Você agora é federal!!! E nós temos muito orgulho de tê-los no seio da nossa instituição.

Sabemos como é difícil entrar em um curso concorrido como o de Direito na rede pública de ensino superior, mas depois de muito esforço, aqui estão cada um de vocês.

Novo ciclo de vida. Na universidade, além de ter contato com o universo academicista (professores, monitorias, grupos de estudos, pesquisa e extensão), vocês estão em um dos ambientes mais efervescentes do pensamento político. Aqui terão acesso aos mais diversos compreensões e ideais políticos, projetos de sociedades além de idéias de universidade.

Nós, o Direito em Movimento, desejamos que vocês participem ativamente de cada discussão, debate e atividade dentro dessa gloriosa universidade. Ansiamos contribuir para isso seja no campo acadêmico jurídico ou qualquer que seja.

Aguardem mais informações com mais vagar sobre o mundo jurídico, acadêmico e sobre o movimento estudantil .

Além do mais o Direito é dinâmico, portanto o Direito está em Movimento!!!

Fraternas saudações.

sábado, 15 de agosto de 2009

Darcy Ribeiro

Video de Darcy Ribeiro dando entrevista no programa Roda Viva. Falando sobre as universidades e suas obras. Muito bom. Essa é apenas a primeira parte, quem se interessar, veja as outras partes.

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Recomendo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Chamada Urgente de Honduras

Há quase dois meses foi deflagrado um golpe de Estado contra um presidente democratimente eleito em Honduras.
Segue abaixo, carta da Via Campesina denunciando e repudiando tal ato:
"Máli/África, 28 de junho de 2009.
Chamada urgente em solidariedade às organizações da Via Campesina e ao povo de Honduras.

Com o objetivo de aprofundar a democracia e garantir uma maior participação democrática, há alguns meses, as organizações sociais de Honduras junto ao presidente Manuel Zelaya Rosales propuseram a realização de referendo nestes 28 de junho de 2009.

Com grande surpresa, no dia de hoje (27/6/09), às 05 horas da manhã, as forças armadas executaram um golpe contra o presidente Zelaya, truncando assim, as aspirações democráticas da população que se preparava para realização do referendo popular.

Ao saber da notícia (do golpe) os movimentos sociais de Honduras, incluindo os relacionados à Via Campesina, saíram às ruas para repudiar o feito e exigir o regresso imediato do presidente Zelaya à suas funções outorgadas pela lei.

O governo do presidente Zelaya caracterizou-se pela defesa dos operários e camponeses, é um ardoroso defensor da Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA) e, durante seu mandato, promoveu ações que beneficiam os camponeses hondurenhos.

Cremos que esse golpe representa uma ação desesperada da oligarquia nacional e da direita recalcitrante para preservar seus interesses relacionados ao grande capital e, em especial, às grandes empresas transnacionais, utilizando-se da força militar e de outras instituições do país, como: o Parlamento, os ministérios, a imprensa neoliberal e tantos outros.

Ante este repudiável feito, a Via Campesina Internacional propõe:
1) Reestabelecimento da ordem constitucional, sem derramamento de sangue;
2) Conclamamos o exército para que não reprima a população de Honduras que exige o imediato retorno da democracia;
3) Que a integridade física dos dirigentes sociais seja respeitada, inclusive a de Rafael Alegria – dirigente internacional da Via Campesina;
4) Exigimos o imediato retorno do presidente Zelaya a suas funções em Honduras;
5) Que as autoridades garantam o pleno exercício democrático por meio da consulta popular, referendos ou qualquer forma de expressão livre. A via campesina internacional roga pela sorte dos nossos líderes e suas organizações, assim como ao que possa ocorrer ao povo de Honduras nestes momentos difíceis.

Por fim, conclamamos as organizações camponesas e outros movimentos sociais a protestar em frente às embaixadas de Honduras (em qualquer parte que seja) e a enviar cartas de rechaço ao o golpe às demais embaixadas dos outros países.

Solidarizamo-nos com nossas organizações camponesas em Honduras.
Globalizemos a luta!! Globalizemos a esperança!!"
Comitê Internacional de Coordenação (CCI) da via Campesina.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Direito em movimento

Nascido em 10 de agosto de 2009. O Direito em Movimento não tem data para morrer. Criado pela necessidade de um movimento mais plural, amplo e ativo dentro da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, ele tem como objetivo gerar um maior debate entre os alunos e também entre os docentes. Esta necessidade ocorreu pelo fato de que a grande maioria dos alunos sentem que a faculdade está meio 'parada', alheia as grandes mudanças que ocorrem no mundo e que simplesmente não há debates e discussões sobre temas relevantes.
Como não poderia ser exceção, essas mudanças também atingem a nossa faculdade. Com a ampliação de vagas e a reforma curricular, é preciso que os discentes dessa nobilíssima instituição fiquem atentos para que não sejam lesados de qualquer modo.
Cuidar da faculdade também é um dos objetivos do Direito em Movimento. Como já foi dito, Amplitude e Pluralidade são as palavras que definem o movimento. Só com essas caracteristicas é que se pode fazer uma organização forte o bastante para cuidar de uma faculdade tão plural como é a Faculdade de Direito da UFF.
É preciso que nós nos movamos junto com o mundo. Os tempos são de mudanças e não há tempo para arcaísmos. A hora é, de fato, para andar pra frente. Mudar, renovar, se movimentar.

O Direito está em movimento, e pra valer.