quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Chamada Urgente de Honduras

Há quase dois meses foi deflagrado um golpe de Estado contra um presidente democratimente eleito em Honduras.
Segue abaixo, carta da Via Campesina denunciando e repudiando tal ato:
"Máli/África, 28 de junho de 2009.
Chamada urgente em solidariedade às organizações da Via Campesina e ao povo de Honduras.

Com o objetivo de aprofundar a democracia e garantir uma maior participação democrática, há alguns meses, as organizações sociais de Honduras junto ao presidente Manuel Zelaya Rosales propuseram a realização de referendo nestes 28 de junho de 2009.

Com grande surpresa, no dia de hoje (27/6/09), às 05 horas da manhã, as forças armadas executaram um golpe contra o presidente Zelaya, truncando assim, as aspirações democráticas da população que se preparava para realização do referendo popular.

Ao saber da notícia (do golpe) os movimentos sociais de Honduras, incluindo os relacionados à Via Campesina, saíram às ruas para repudiar o feito e exigir o regresso imediato do presidente Zelaya à suas funções outorgadas pela lei.

O governo do presidente Zelaya caracterizou-se pela defesa dos operários e camponeses, é um ardoroso defensor da Alternativa Bolivariana para as Américas (ALBA) e, durante seu mandato, promoveu ações que beneficiam os camponeses hondurenhos.

Cremos que esse golpe representa uma ação desesperada da oligarquia nacional e da direita recalcitrante para preservar seus interesses relacionados ao grande capital e, em especial, às grandes empresas transnacionais, utilizando-se da força militar e de outras instituições do país, como: o Parlamento, os ministérios, a imprensa neoliberal e tantos outros.

Ante este repudiável feito, a Via Campesina Internacional propõe:
1) Reestabelecimento da ordem constitucional, sem derramamento de sangue;
2) Conclamamos o exército para que não reprima a população de Honduras que exige o imediato retorno da democracia;
3) Que a integridade física dos dirigentes sociais seja respeitada, inclusive a de Rafael Alegria – dirigente internacional da Via Campesina;
4) Exigimos o imediato retorno do presidente Zelaya a suas funções em Honduras;
5) Que as autoridades garantam o pleno exercício democrático por meio da consulta popular, referendos ou qualquer forma de expressão livre. A via campesina internacional roga pela sorte dos nossos líderes e suas organizações, assim como ao que possa ocorrer ao povo de Honduras nestes momentos difíceis.

Por fim, conclamamos as organizações camponesas e outros movimentos sociais a protestar em frente às embaixadas de Honduras (em qualquer parte que seja) e a enviar cartas de rechaço ao o golpe às demais embaixadas dos outros países.

Solidarizamo-nos com nossas organizações camponesas em Honduras.
Globalizemos a luta!! Globalizemos a esperança!!"
Comitê Internacional de Coordenação (CCI) da via Campesina.

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