sábado, 22 de agosto de 2009

Trote do Terror ?

Recentemente o jornal O Globo tem dedicado muito a sua atenção para os acontecimentos dentro da Faculdade de Direito. Essa semana, recebemos nossos calouros com o tradicional trote. Que acontece em praticamente todos as faculdades do Brasil. Primeiramente, o Senhor Ancelmo, colunista do jornal e muito respeitado, divulgou em sua coluna na sexta-feira uma noticia mentirosa sobre o trote na faculdade de direito. Dizendo que havia uma divisão entre as calouras: As barangas e as bonitas. Sendo que as primeiras tinham que buscar dinheiro nas ruas, enquanto as segundas respondiam questões relacionadas ao sexo.

Primeiramente, essa divisão nunca existiu. E em segundo lugar, nunca houve esse tipo de constrangimentos com os calouros por parte dos seus veteranos. Brincadeiras existem, mas sempre saudáveis e nunca denegrindo quem participa. Não há nenhuma obrigação para participar do trote. Participa quem gosta de brincar, quem gosta de interagir, conhecer pessoas novas, enfim, participa quem quer. Ninguém nunca é obrigado a participar das brincadeiras. Ninguém sofre qualquer tipo de coação para continuar. Pode sair quando quiser. Na quarta feira, o dia em que o senhor Ancelmo retratou, aconteceu uma gincana na quadra e após isso, os calouros foram pintados para arrecadar dinheiro. Ver jovens pintados nas ruas é uma tradição especialmente nesse época, quando muitos jovens estão ingressando na vida academica. E ainda mais normal ainda em Niteroi, pelo grande numeros de universitários devido a Universidade Federal Fluminense.

Não ainda satisfeitos, o jornal O Globo reservou mais um espaço, nesse sábado para os estudantes da Faculdade de Direito da UFF. Agora falando sobre uma brincadeira envolvendo uma caloura e veteranos no qual ela seria coagida a fazer sexo oral. Mais uma vez o jornal cita a divisão de calouras bonitas e 'barangas', o que como já foi esclarecido, nunca aconteceu. A caloura que se diz abalada emocionalmente não registrou queixa temendo passar por mais retaliações. Ora, como já foi dito, ninguém nunca é obrigado a participar da brincadeira. Nunca os objetivos das brincadeiras são para ofender o participante. Há toda uma estrutura formada para deixar os calouros satisfeitos e evitar abusos, que raramente existem.

O jornal porém esquece (quase sempre) de citar as boas ações. Os calouros nessa semana levaram alimentos, agasalhos, brinquedos e livros para o trote solidário. Todas as doações serão entregue na proxima semana para uma creche no Morro do Palácio, vizinha da faculdade. Essa creche sempre contou com o apoio do trote solidário e dos alunos da UFF.

Abaixo, um relato de um estudante da Faculdade de Direito sobre a matéria:

"Não sei o que é pior: quem redige a notícia ou quem acredita nela.

Não participei da brincadeira, mas pelo que sei esta já é tradicional no curso do direito. E é o que nome diz: uma brincadeira. E assim ela foi encarada por todas as calouras em todos os semestres desde quando ela foi criada, e nunca houve problema. A idéia da brincadeira é sujar as calouras de farinha. As propostas indecentes obviamente não são sérias... nenhum veterano iria submeter os calouros a tal humilhação. As outras calouras que também passaram pela brincadeira podem confirmar. E basta a pessoa ter um pouco de inteligência para perceber isso. Ninguém no trote é obrigado a fazer o que não quer.

Não sei o que se passou no local da brincadeira, o que os veteranos presentes falaram e tal, mas suponho que a caloura não tenha entendido o espírito da brincadeira e a tenha levado a sério. Lamentavelmente ela foi infeliz ao procurar a imprensa em primeiro lugar, que como sabemos, adora aumentar e inventar. Ela poderia antes ter comunicado o ocorrido a alguém da comissão de trote ou à coordenação do curso, que certamente procurariam tomar conhecimento do ocorrido e tomar as medidas cabíveis.

É como eu disse: como não participei da brincadeira fica difícil opinar, mas creio que isso tudo não passa de um mal entendido por parte da caloura e de mais uma oportunidade para a imprensa fazer alarde. O que acho lamentável é que essa mesma imprensa certamente não estará lá para noticiar o nosso trote solidário. Arrecadamos mais de 50 kg de alimentos, além de brinquedos, livros e agasalhos, que serão levados pessoalmente a uma instituição carente do morro do palácio. Isso ninguém comenta, afinal o que vende jornal é polêmica, e não solidariedade. "



2 comentários:

  1. Piroca Gigante
    Saco Anormal
    Sou da UFF
    Chupa meu PAAAAAAU!

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  2. Eu, pessoalmente, considero degredantes certas "brincadeiras" aplicadas no trote, p/ não falar de outras coisas.
    Considero, por outro lado, contraditório a garota não ter procurado à polícia ou judiciário, o que seria o caminho natural de um estudante de Direito, sob o pretexto de evitar um maior constragimento, preferindo procurar, todavia, à imprensa que divulgou o caso em nível nacional através do site.
    Eu, por exemplo, tomei conhecimento disso lá em Fortaleza-Ce.

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